terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: BUNDA (A Verdade de um Povo)




            Como um legítimo país cristão, “extraoficialmente”, o Brasil inicia o seu ano após o carnaval. O qual ele comemora como uma legítima pátria pagã.
            Todavia, o termo francês “carnaval” é uma variação da palavra italiana “carnevale”. Que surgiu da expressão latina “carnem levare”. E significa “adeus à carne”. Visto que é referente à época que antecede a Quaresma.
            “Quaresma” que é fruto do numeral latino “quadragésimo”. E quantifica os dias em que o cristão fundamentalista não come carne. Numa alusão ao trecho da fábula de Cristo que está em Mateus 4:1-2 e diz: “Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo demônio. Jejuou por quarenta dias e quarenta noites”.
            Com a transmutação do paganismo em cristianismo, a partir do Concílio de Nicéia, algumas lacunas ficaram abertas. Entre elas: o Lupercal. Uma festa que era realizada em Roma, na data que, hoje, equivaleria ao dia 15 de fevereiro; em homenagem a Luperco – um dos nomes de Pã. E que, por aproximação de datas, foi grudada na Quaresma e virou o carnaval.
            Carnaval que chegou ao Brasil, pelas mãos dos portugueses, por volta do século XVII, com o nome de “entrudo”. Sendo que “entrudo” vem da palavra latina “intróitus” e quer dizer “entrada” – entrada na Quaresma. Que, com o tempo, adquiriu uma estrutura própria. Primeiro: porque o Brasil é um país tropical. Em segundo: pelo fato de que o carnaval ocorre em pleno verão. Tudo o que contribui para que as pessoas usem poucas roupas. Expondo muita carne. Principalmente, a “mulher”. Que, à flor da pele, sente a “chama” dos antigos rituais. Quando os seus antepassados dançavam desnudos ao redor de Stonehenge. E assim, calcada na verve orgástica do paganismo, usa o carnaval como pretexto para mostrar a bunda.
            Mas e na praia?
            Na praia, não vale. Visto que uma praia que não tem bunda não é praia. Ou alguém ficaria bebendo cerveja quente, sob um Sol de rachar, em troca de nada?
            Todavia, a bunda é um símbolo de status na cultura tupiniquim. Sim, pois o Brasil é uma nação que não tem, e não procura ter, uma altossuficiência tecnológica. E, por isso, condiciona a sua população ao método de sobrevivência mais primitivo que se conhece. Que qualquer animal utiliza. A “reprodução”. Por meio da qual, quanto mais gente nascer, mais chances a espécie terá de se perpetuar. Não tanto por uma questão evolutiva. Mas porque, por mais gente que morra, sempre sobrará alguém. Como ocorre com as baratas.
            Bem, o Departamento de Epidemiologia e Estudos Populacionais da Universidade de Jagiellonian, de Cracóvia, na Polônia, em 2004, apresentou uma pesquisa que desmistificou a bunda. Provando que ela é um eficiente veículo de comunicação. Já que explicou os motivos evolutivos que levaram a natureza a moldar o corpo feminino de um modo em que ele fique atraente. Como uma propaganda lúdica. Avisando, visualmente, aos genes masculinos de que uma determinada mulher tem potencial para ser uma boa reprodutora. Posto que, nesse estudo, foi detectado o fato de que uma mulher que tem os seios fartos, a cintura fina e, um consequente, quadril largo possui um nível elevado de hormônio E2. O que a faz três vezes mais propensa a engravidar do que outra, dotada doutras características.
            Sem mais, a palavra “bunda” vem do termo quimbundo “mbunda” e significa “nádegas”. E, segundo o livro Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freire, adentrou, com outros vocábulos, ao vocabulário local por meio da convivência entre as mucamas e os filhos de seus “senhores”, durante a era da escravidão.
            Doravante, a bunda tem um papel sem precedentes na criação da cultura brasileira. Tanto que ela influenciou o desenvolvimento do machismo nacional. Quando os frequentadores de boteco repararam que ela era o escudo da mulher feia. Pois a dita se escondia atrás (ou à frente) dela, a fim de garantir um afago. Gerando, assim, o dito: “Essa é a famosa Raimunda. Feia de cara e boa de bunda”.
            Mas não está se subestimando a inteligência da maioria dos brasileiros?
            Não se pode subestimar o que não existe.
            No ano de 2007, na decisão do concurso de Miss Universo, a Miss Brasil Natália Guimarães foi derrotada pela Miss nipônica Riyo Mori. Riyo Mori que, embora bela, era menos bela do que a brasileira. O que gerou uma revolta. Com alegações de que o concurso fora “roubado” e coisa e tal.
            Todavia, nunca se viu tal indignação contra o fato de que um brasileiro nunca conquistou um Prêmio Nobel (seja em literatura, física ou em qualquer outra categoria que houver).
            Não que um avanço intelectual irá relegar a bunda a um segundo plano. Entretanto, como, tão cedo, uma melhoria nesse sentido não estará em primeiro plano, por que não priorizar a prioridade nacional? Com isso, fazendo com que o Brasil assuma a sua condição de polo produtor e exportador de bunda. Levando os glúteos a sério. Sim, profissionalmente. Para tal, investindo na busca de uma bunda perfeita.
            Como?
            Primeiro: seguindo o exemplo do socialismo chinês. E estabelecendo uma pena de trezentas chibatadas para quem infringir a lei. No caso, seria uma medida provisória que proibiria a mulher com “pouca bunda” de engravidar. Com o adendo de que dentro do conceito de “glúteo econômico” também se engloba a mulher que não tem seios fartos e cintura fina. Já que a ideia é criar uma raça que siga o arquétipo da mulher ideal. Evitando que, devido a um errôneo entendimento, se dê vazão a avacalhação. Afinal, se quer produzir beldades. E não, aberrações. Contudo, com cuidado. Para que isso não se torne um desvario machista. O que se conseguiria ao estender a punição, só que com seiscentas lapadas, ao infeliz que, de sacanagem, emprenhar a cuja. Sob a alegação de traição. Ora que, em virtude do seu mau gosto, ele sabotou um projeto da nação.
            Em segundo: prestigiando a mulher “próspera de bunda”. Dando-lhe uma isenção de impostos por cada menina que parir. Com a ressalva de que, se a partir dos quinze anos ficar claro que a garota herdou o design materno, a isenção será mantida.







Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?

Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: PRAIA DE PRATA (No fim da Avenida Ana Costa)








Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PAIZÃO (O Ensaio da Mendigata para a Playboy)

            No episódio de Nº 15 da 6ª temporada da série “House M.D.”, de 2010, intitulada de “Buraco Negro”, cuja condução ficou ao encargo de Greg Yaitanes, o Doutor House – imortalizado por Hugh Laurie – descobriu que Abby Nash – vivida Cali Fredrichs – contraiu uma moléstia de Artie – interpretado por Dennis Boutsikaris –, em decorrência de um intercurso sexual. O que, todavia, não passaria de um acidente, caso não fosse ele o pai de Nick – “defendido” por Nick Eversman –, o namorado da dita. Criando um novo imbróglio. Posto que o cujo não assimilou a explicação de seu “velho”; de que ele quis confortá-la em um momento de fraqueza.
            Uma situação que não teria se consumado se, dentro de uma cadeia educativa que se rompeu (devido a um culto pejorativo da masculinidade), esse pai pudesse ter passado para o filho (por meio da ação; e não, da decepção) o conhecimento que não recebeu. De que toda mulher que estabelece um cisma entre sexo e amor é uma hipócrita. Já que, em geral, esse tipo de fêmea vive bradando que “ninguém quer nada sério”. Quando, “por baixo do pano”, deseja uma “coisa gozada”.
            Ou que, na mais otimista perspectiva, quer um “relacionamento para viagem”. Que se desenvolve sobre a seguinte lógica: se não “comeu” tudo, pois tem olho maior do que a barriga (ou do que a pica), que leve para casa. Só que, ao invés de guardá-la na geladeira, como se faz com todo bom prato, a encosta no sofá; assistindo novela e engordando.
            Ademais, nesse regaste dos bons costumes, caberia ao genitor a tarefa de se tornar o “melhor pai do mundo”, ao também conduzir seu rebento para o fim da virgindade. De preferência, antes que o sonho do cujo se torne um pesadelo. Arranjando-lhe uma mulher que sintetize os elementos que lhe remetam à infância – mexendo com sua memória afetiva –, possua características que o situe na adolescência – assim, munindo-lhe de uma superioridade moral que lhe alçará à liderança dos seus convivas e à admiração das fêmeas de sua geração – e mais uns detalhes que o farão ter um discernimento entre a “bisteca” e a “biscate” – tornando-o criterioso em relação à mulher que emprenhará.
            Logo, na edição de Nº 473 da Playboy de outubro de 2014 há um exemplo do tipo de produto que todo pai deveria ofertar ao filho.
            Primeiro, porque, por ser uma das atrações de cunho libertino do programa “Pânico na Band”, da Rede Bandeirantes, Mendigata, a estrela do mês, é a vedete principal do cabaré imaginário que existe na cuca de qualquer adolescente.
            Em segundo, porque o fotógrafo Christian Gaul – o responsável pelo ensaio de Aline Franzoi, em setembro de 2013 – faz um paralelo entre a cuja e a Mulher-Gato. Que todo guri reconhece como a paixão mal resolvida do Batman.
            E, em terceiro, pelo fato de que a cuja, cujo nome é Fernanda Lacerda – que dividiu com Veridiana Freitas e Aricia Silva as páginas principais da publicação de janeiro de 2014 –, agora, foi explorada com todas as fotos a que o leitor tem direito.
            Sendo que, dentro do contexto, se destaca a foto inaugural: uma imagem, em P&B, em que, com uma carapuça que imita as orelhas de um felino, ela exibe suas turbinadas tetas. As quais alimentariam o calouro de prazer. Tal qual o mesmo, ao se nutrir de leite, proporcionou à própria genitora.
            Depois, há a foto em que ela está com um chapéu de toureiro e cinta-liga e mostra uma vagina ambígua. Que, por cima, lembra uma flor negra. Visto que o parco pixaim que a cobre é sondado pela tatuagem de uma abelha. Enquanto, por baixo, parece “mostrar a língua”. Num escárnio à macheza do novato. Pois o dito se verá desafiado a golpeá-la com o “pau”.
            Por fim, há a cena final. Em que Fernanda mostra o que tem de melhor: uma bunda bacana. Que despertaria a maldade do “mais inocente”, ao fazê-lo ter uma noção do quão polivalente um rabo pode ser.


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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Da Série "Sonetos Para a Juventude": GUARDA-CHUVA AVERMELHADO



            Sob o sereno frio da madrugada
            As luzes orientais da Liberdade
            Aos poucos, libertaram da maldade
            Uma moça bonita e bem tratada           

            Que com um guarda-chuva avermelhado
            Protegia a cabeleira lisa e negra
            E uma nudez, que não conhecia regra
            Do azar que existe em cada mal olhado
           
            E toda a sua nipônica brancura
            Então, enrubesci, com os meus olhos
            Que estavam marejados de loucura
           
            Mas a cuja fugiu para algum plano
            Distante da ilusão que me azucrina

            Com seu desfecho trágico e profano





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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

KONNICHUWA (O Ensaio de Natalia Inoue para a Playboy)

            O fascínio que a mulher asiática exerce sobre o homem caucasiano é algo que transcende as incompatibilidades genitais que estreitam a relação entre ambos. Assim, gerando inúmeras tragédias românticas. Das quais, se destaca o caso de “John & Yoko”. Em que, em meio à vida do cujo, a cuja caiu de supetão. E se firmou com a graça de um espantalho. Fazendo jus à sarcástica hipérbole ao, com sua presença, demarcar seu território; reduzindo a sociabilidade de Lennon e, consequentemente, o tirando do convívio com os demais Beatles.
            Todavia, essa atração por mulheres de olhos puxados valoriza, na fantasia do público masculino, o pôster em que Natalia Inoue está postada sobre uma mesa que, dentro do contexto da imagem, se supõe estar em um izakaya. Exibindo sua fisionomia serena, seus seios grandes e impávidos e a calcinha arriada. Numa afronta à virilidade do macho ocidental. Dado que a sua pelada e suculenta vagina é capaz de fazer o mais criativo gozar pelo intelecto.
            À memória auditiva remetendo a canção “Starfucker”, de autoria de Mick Jagger e Keith Richards, que os Rolling Stones lançaram no álbum “Goats Head Soup”, em 1973. Que pode ser traduzida como “Estrela Fodedora” ou, com o advento de um neologismo, como “Estrela ‘Fodente’”. E que de cujos versos são extraídos a seguinte interpretação: “Sim, descem o pau nas suas fotos / O que me é bastante injusto / Pois, você fez belos truques com uma fruta / E ainda manteve a ‘chana’ em ordem”.
            Uma conclusão que é alcançada através das páginas da edição de Nº 472 da Playboy de setembro de 2014. Saída do olhar do fotógrafo Fred Othero. Que tem em seu portfólio a publicação de julho de 2014. A qual teve Vanessa Mesquita como a estrela do mês.
            Todavia, começando pela Rua da Glória, no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde, com as luminárias suzurantõ ao fundo, na varando do restaurante Samurai, sob o charme da sua cabeleira negra e a proteção de um roupão vermelho, que não lhe veda a vergonha, ela interpreta a prostituta que tenta espairecer e se esquecer do expediente, ao se refrescar com o sereno da madrugada, enquanto mascara um “retrogosto” qualquer com o tragar de um cigarro.
            Então, após deixar seu local de trabalho, ela oculta sua identidade sob um guarda-chuva japonês e perambula pelo Viaduto Cidade de Osaka. Onde, em um momento lúdico, ela se volta para a região em que o Sol se faz nascente, oferecendo sua bunda – que é farta e redonda como uma Lua – aos oriundos da Zona Oeste.
            Depois, a bordo de uma limusine, em que é possível ter uma vaga noção das dimensões de suas tetas, ela travessa o que resta da noite. Sem ser consumida pela mesma. Posto que, como um par de “boias”, seus peitos a mantem à tona, em meio à imensidão imaginativa daquele que sonha com uma espanhola.
            Consequentemente, chegando à Chopperia Liberdade – que, anteriormente, foi tida como um izakaya –, onde, com o fim de conter a vulgaridade, se cobre com uma calcinha preta.
            Ademais, como o mais ferrenho recato se faz fugaz, pois, por mais que se preserve o pundonor, ao final, toda intimidade será apreciada pelo legista, Natalia foge da lingerie ao se refugiar na suíte Nagoya, no Harmony Motel. Onde, sobre o palco, que se caracteriza como umas das mais atrativas atrações do aposento, ela exibe sua voluptuosidade nipônica. Que, aliás, é exercitada em outros cantos do quarto.
            E, por fim, no restaurante Hinodê, ela curte o amanhecer e suas nuances, com a anuência do proprietário. O qual, em troca da sua companhia, a deixa desfrutar da sua propensão ao nudismo e da razão da casa. Além de se inteirar das notícias do Japão, com a leitura do São Paulo Shimbun.



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sábado, 4 de outubro de 2014

O DESABROCHAR DE UMA DRÍADE (O Ensaio de Jessika Alves para a Playboy)

            Pelo prisma de Riobaldo – o protagonista do romance –, em “O Grande Sertão: Veredas”, que publicado foi em 1956, seu autor, João Guimarães Rosa tramou um trâmite na trama para a trama desfazer de emanações que dão forma à vida de qualquer pessoa.
            Como quando o cujo relata a sua passagem pela Fazenda Santa Catarina.
            “Ela era risonha e descritiva de bonita, mas, hoje em dia, o senhor me entenderá, nem ficava bem conveniente, me dava pejo de muito dizer”, disse o envergonhado diabo, ao se recordar do primeiro contato com Otacília, sua fadada esposa.
            Pois, não há, para marmanjo algum, terreno mais propício ao exercício de sua sapiência do que o couro de uma moça. O qual ele sabe quando cutucar, onde machucar e como curar. Da distância que a separa dos vícios causados pelo tempo, assim, se aproveitando para adestrá-la na arte do prazer.
            Uma arte que é discretamente alardeada na edição de Nº 471 da Playboy de agosto de 2014. Que tem Jessika Alves no posto de estrela do mês.
            Em que, no entanto, há um conflito entre a intérprete e a interpretada. Quando ela vive uma ninfa que não mostra as ninfas. Embora haja a estranha insistência em personalizá-la com fragmentos de transgressão. Mas que só agridem ao bom-senso. Pois não passam de clichês: como o tabagismo e o alcoolismo.
            E assim, sob o olhar da fotógrafa californiana Autumn Sonnichsen, ela exibiu suas partes pudendas nas dependências do Hotel Fazenda Florença, que é situado na cercania da cidade de Conservatória, no Rio de Janeiro.
            Onde, inicialmente, executou algumas atividades ao ar livre.
            Indo de um banho de Sol, sobre uma manta com franjas do “Juventus”, a um banho com água de rosas, no interior de um tacho.
            Sem, contudo, conseguir alcançar o grau elevado de suavidade que o seu papel requer. Do tipo que faz querer levá-la para casa e cobri-la de mimos. Já que seu corpo possui a firmeza de quem sabe que “a vida não é um arco-íris. É a tragédia do cara que, depois de um exaustivo ‘chaveco’, engravidou, por acidente, a filha da vizinha e gerou um rebento retardo, pois não sabia que ela era fruto da canalhice de seu pai”, como, talvez, dissesse o “Treinador” – personagem vivido por Léo Lins no programa “The Noite”, do SBT. O que a deixa como a mulher que se leva para o motel e esquece por lá. Visto que, ao ser inquirida sobre a sua tranquilidade em posar nua, ela responde: “Fui criada com dois irmãos e nunca tive essa coisa de ‘não toca ali, porque ali é peito, e peito é proibido’. Era tudo muito aberto e natural”.
            Como se vê na borboleta tatuada que, abaixo do umbigo, aparenta estar se preparando para pousar sobre a sua vagina. A qual é adocicada por uma réstia – a Carlitos – de pelos.
            Ou no contraste que há entre seu pequeno seio, de bico murcho, e seu olhar lânguido. Típico da mulher que não se acanha ao praticar antropologia na sunga de terceiros.
            Quando, enfim, se chega à sodomia lúdica. Posto que, aos poucos, se entra na bunda dela.
            Começando com a marca de biquíni que, como uma seta, penetra-lhe no rego. Mas que, porém, tem seu trajeto travado pela calcinha de renda que ela arria.
            Todavia, esse núcleo sedutor de circunferências e reentrâncias é exposto em doses homeopáticas. Primeiramente, ao ser coberto com uma meia-calça arrastão e esquentar o selim de um biciclo. E, em seguida, ao ser mostrado sob a sombra de uma sombrinha, de ¾ de perfil e à porta de um Packard Super 8 Touring Sedan de 1938.
            Por fim, Jessika vai para o conforto do casarão da fazenda.
            Onde, como a dona de casa dos sonhos, perambula só de pantufas e penhoar.
            Entretanto, ela carece de se nutrir. E, antes de prato principal, se delicia com um quindim. Quindim que, aliás, foi servido para dois.
            Consequentemente, levando à conclusão de que há uma contradição quando se diz que “o homem come a mulher”. Pois, quando o varão se extravia da reta, no campo gastronômico, fica obeso. Tal qual ocorre com a dita, na seara da safadeza. Que, quando não anda na linha, também fica com o bucho inchado.



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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: O SILÊNCIO (Da Praça dos Andradas a Praça Visconde de Mauá)









Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

CARPE DIEM (O Ensaio de Vanessa Mesquita para a Playboy)

            “Digo, pois: ‘Deixai-vos conduzir pelo espírito, e não saciareis aos apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do espírito, e estes aos da carne; pois são contrários, uns aos outros.’”, é o que consta em um trecho da carta que Paulo enviou às igrejas da Galácia – um antigo estado da Ásia Menor; a atual Turquia. Com o fim de estabelecer um cisma entre o cristianismo e o paganismo. Sem mencionar, porém, que, após criar o mundo, o “Deus Extraterrestre” – cultuado pela doutrina judaico/cristã – iniciou seus experimentos com vida inteligente, ao colocar o primeiro homem em uma colônia chamada de “Jardim dos Prazeres”. E não, “dos Pesares”.
            Todavia, o tal “jardim” ficou conhecido pela vertente hebraica do termo “prazer”: “Éden”. Que tem uma similaridade de fim e de fonética com o vocábulo grego “hedone”.
            O qual, no idioma português, serve de prefixo para a palavra “hedonismo”.
            A “Cultura do Prazer”.
            Um reavivamento, mesmo que inconsciente, da antiga religião.
            Visto que a principal finalidade do gozo é a natalidade. Ou seja, o meio que, desde os tempos imemoriais, é tido como a “ponte” que cruza o abismo que separa a Terra das constelações.
            Um estilo de vida que é aludido, sob o olhar do fotógrafo Fred Othero, na edição de Nº 470 da Playboy de julho de 2014. Que tem Vanessa Mesquita no posto de estrela do mês. E que cujo ensaio é “tridimencionalizado” pela soma de três fatores: um bom tratamento de imagem, um generoso contraste entre luz e sombra e a voluptuosidade pornográfica da fotografada.
            Ademais, sob uma cabeleira rajada, Vanessa carrega um rosto marcado por traços fortes, em que as sobrancelhas foram talhadas com um formato satânico, um corpo de mulher bem vivida, o brilho de uns piercings e algumas tatuagens.
            Todavia, tudo começa com um atentado à integridade de dois skatistas que se entretêm em uma minirampa. E que são submetidos ao risco de uma eventual queda, em decorrência do desequilíbrio causado pela ereção provocada pela sem-vergonhice da cuja. Dado que, a bordo de um longboard surf fish oxelo, ela exibe um corpo caro; moldado à custa de muito tempo e dinheiro. Com seus seios cheios de silicone. Mais um abdome definido. E uma vagina pelada que, devido às grandes ancas e um despudor contido, não revela mais do que uma insignificante risca.
            Na sequência, sobre a poltrona de um Puma GT 1600, que, certamente, manchou com um misto de secreção vaginal e suor, ela volta para sua casa, na Granja Viana.
            O local que mais se adequa à sua sina.
            Já que, em meio a uma vasta vegetação, indubitavelmente, ela deixa uma trilha de gotas viscosas e “formiguentas”, que se perde no interior do rústico chalé em que habita.
            Onde cultiva as benesses da solteirice. Como a liberdade de receber, de quando em vez, um amigo íntimo. E, como uma boa anfitriã, oferecer-lhe o que tem de melhor: como o calor de uma coberta e o conforto do sexo.
            Às vezes, se valendo da sua anacorética condição para sentir o ventre reverberar com as notas do velho violão que ponteia. Ou, após sua higienização anal, se utilizar da varanda para secar seus glúteos ao Sol.
            Porém, de volta ao leito, se entrega a um ménage à trois conceitual. Ao ser “sanduichada” por duas fontes inesgotáveis de prazer: de um lado, pelo seu excesso de bunda e, do outro, por um lendário LP dos Beatles – o “Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band”.
            O que, no fim, lhe desidrata.
            Tanto que ao mercadinho foi, em busca de uma “breja”.
            Regressando, em seguida, sobre o seu longboard, com um engradado de long necks da Estrella Galicia. Que, provavelmente, pelo fato de estar nua e não possuir o hábito de carregar valor em cavidade alguma, comprou, com ordem do proprietário, que não é “veado”, fiado.



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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FREESTYLE (O Ensaio de Patrícia Jordane para a Playboy)

            A British Broadcasting Corporation – que é conhecida pela sigla “BBC” –, a partir de 2013, levou aos televisores do Reino Unido o programa “Football Freestyler”. Que consiste em enviar Dan Magness – um astro do gênero – aos confins do planeta, em busca dos praticantes da vertente malabarística do ludopédio.
            Uma consequência da evolução desse esporte.
            No qual se passou a valorizar menos a habilidade – ou seja, o quesito mínimo para o seu desempenho – do que os dotes halterofilísticos de seus sectários. Posto que os tais passaram a ter de se revestir com uma “armadura orgânica” para, em uma modalidade em que o contato físico é tolerável, garantir a longevidade profissional.
            Contudo, um fenômeno nocivo ocorre quando esse novo futebolista tenta regressar às suas origens. Posto que, ao sair de um universo em que a regra é não ter regra, ele parecer perder seus poderes.
            Talvez, porque as acrobacias a que submete a bola sejam tolhidas pela ação dos que o cercam.
            Pois, como um cão, ele tem a atenção contida pelo apito do árbitro. Quando não, não recebe a bola de um colega invejoso. Ou não a retém, como gostaria, devido aos apelos de outro que está, ou acredita estar, melhor posicionado. E, até mesmo, por não estar imune à imprudência de um adversário desprovido de espírito esportivo.
            Tal qual ocorre com o cidadão que se dedica a manusear a própria “pica” com a perícia de um especialista no uso da escopeta. Quando, diante de uma mulher, se depara com o imponderável. Como a fêmea que, na hora do sexo, insiste em falar com a voz de uma criança. Mas que, em relação à felação, se recusa a aceitar a figura de uma mamadeira como metáfora e, consequentemente, a engolir um “leitinho quente”.
            Doravante, com o fim de aplainar o campo dos “‘freestyleres’ da sacanagem”, a edição de Nº 469 da Playboy de junho de 2014 se aproveitou do fato de ter sido publicada no período em que ocorreu a “XX Copa do Mundo de Futebol” para investir no tema. Para tal, entregando o encargo à fotógrafa Autumn Sonnichsen. A qual responde pelos ensaios de Pietra Príncipe, em outubro de 2013, e de Aline Prado, em fevereiro de 2014.
            Ademais, nesse trabalho, ela cobre os três tempos de uma “pelada”. Em que, inicialmente, Patrícia Jordane, a estrela do mês, em um túnel, oferta seus gloriosos glúteos às trevas, enquanto olha para a luz, ao fim dele, em que há o paraíso de todo boleiro. Que forjado foi com as subjetivas coincidências que parecem existir quando intercaladas são as fotos em que se tem como palco a quadra de society do Espaço para Eventos da Granja Viana, em São Paulo, e o campo do Estádio Bruno Daniel, em Santo André, no Grande ABC.
            Todavia, dentro de um conceito que como textura tem a ideia de “inversão”, Patrícia se aquece ao molhar sua arrepiada pele com a água de uma garrafa plástica. Enrijecendo, assim, os mamilos e, com um fio da mesma, ocultando o que a ausência de pelos revela-lhe da vagina.
            Daí, dando vasão a uma fantasia que é mais feminina do que masculina: que é a de estar nua no meio de um monte de marmanjos.
            No caso, jogando bola com homens que se beneficiarão de alguma fragilidade que demonstre para submetê-la a qualquer perversão.
            Entretanto, no intervalo, em um mictório, ela vai à forra, ao se valer de um squeeze para ironizar uma das vantagens evolutivas que o homem tem sobre a mulher: a de urinar em pé.
            Então, no correr do segundo tempo, ao aparentar estar extenuada e farta do desrespeito a que não foi poupada – que quase a deixou moralmente grávida –, ela vai para o gol. Onde só se descontenta com os comentários dos gandulas.
            Por fim, Patrícia parte para o terceiro tempo. Que é realizado em meio às paredes forradas de motivos futebolísticos do Bar São Cristóvão, na Vila Madalena, em São Paulo. Onde esbanja devassidão! Fazendo com que os espermas queiram escapulir do escroto de quem a observa.
            Tanto que, por conta disso, é obrigada a voltar ao campo. Onde, como um cadáver, é erguida pelos seus colegas de partida. Que a submeterão a uma dolorosa e interminável prorrogação.



I. D. - Fúria nas Arquibancadas
Um filme de Philip Davis
(Inglaterra / 1995)





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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: ENTRE O MÉXICO E O INFERNO (A Sina do Cracker Blues)




            Durante vários anos, antes de se tornar um arremedo de rádio rock, a Kiss FM transmitiu um programa chamado “House of Blues”. Um programa produzido e apresentado por Ricardo Côrte Real. E que abordava todo o universo do blues.
            Doravante, em uma de suas chamadas, Ricardo Côrte Real citou um trecho da introdução do livro “The Story of the Blues”. Publicado em 1969 e escrito por Paul Oliver. Do qual foi extraída a seguinte descrição: “O blues é o lamento dos oprimidos, o grito de independência, a paixão dos lascivos, a raiva dos frustrados e a gargalhada do fatalista. É a agonia da indecisão, o desespero do desempregado, a angústia dos destituídos e o humor seco do cínico”.
            Ademais, na noite do dia 19 de julho de 2011, o frio fazia com que as pessoas se espremessem, no estacionamento do Ginásio Constâncio Vaz Guimarães. E o cheiro de couro era o indício de que muitos se aqueciam de dois jeitos. Primeiro, fisicamente. Por meio de ajeitadas jaquetas. E, em segundo, intelectualmente. Ao repelir qualquer defensor dos direitos dos animais. Que, com sua conversa fiada, “enfrescalharia” ainda mais a noite.
            Assim, no (vulgo) Ginásio do Ibirapuera, ocorreu o “Ibira Moto Point”. Um evento realizado pela “Federação dos Motoclubes do Estado de São Paulo”. Evento que teve como atração musical a banda “Cracker Blues”. Que toca a autêntica música sertaneja norte-americana. E é composta por Coruja, na gaita e no vocal, Gaúcho, na bateria, Krüger, no baixo, e Marceleza, na guitarra; contando com o charme de Fernanda, a galega, e de Larissa, a morena, no acompanhamento. Sempre sob um figurino todo inspirado nos produtos de um brechó especializado em costumes e assessórios dos filmes de Sergio Leone.
            Sem mais, na noite em questão, a banda também comercializou o seu primeiro e único álbum. “Entre o México e o Inferno”, lançado em 2009. Um álbum que tem na capa um Capeta ilustrado em estilo mangá. Muito bem-ajambrado. Com um terno grafite, anéis de “cafetão” e um chapéu-coco.
            Um chapéu que ele tira da cabeça, em um elegante gesto de saudação. Relembrando a canção “Balão Apagado”. Que, em 1936, Noel Rosa lançou. Na qual o Demônio responde a um bilhete que se extraviou e não chegou a Santo Antônio. E o faz com os seguintes versos: “Balão apagado / Não entra no céu / No inferno, tu serás respeitado / Tu tens tanto pecado / Que eu tiro o chapéu”.
            Todavia, na manga do braço destro da criatura, há duas cartas de baralho. Sendo que uma delas é identificável. Tratando-se do Ás de Espadas. Que, no pôquer, pode transformar uma mão ruim em boa. E, no tarô, representa o início de uma nova jornada.
            Dentro do álbum, há uma riqueza lírica que leva à possível elaboração de uma “Ópera Blues”. Contando, a cada música, a história de um herói. A partir de “Bolero Maldito”. Em que, na primeira pessoa, ele faz um relato da sua tragédia ao explanar: “Quando eu era moleque, eu era meio idiota / Quando eu cresci, eu fiquei muito pior”. Uma informação que é respaldada na música “Whisky Cabrón”. Dado que em seus versos constam: “O meu nome tá mais sujo / Que pornografia de segunda mão”. O que, em “Velha Tatuagem”, é explicado através do seguinte refrão: “Eu tatuei o nome dela no meu braço / Eu tatuei até não me sobrar espaço / E aquela vaca me trocou por outro macho / No nome dela eu tatuei ‘piranha’, embaixo”. Algo que, em “Sangue de Segunda”, leva o protagonista à fossa. Como, então, ele esclarece: “Bebi desodorante vagabundo / Pra repor meu álcool / Tudo o que eu amava, nessa vida / Foi pro saco”. Porém, em “Blues do Inimigo”, ele demonstra ter a ciência de que nem toda dignidade foi perdida. Orgulhando-se disso ao alardear o seguinte fato: “Corre por aí / Que eu não sou fiel / Mas eu pago o meu cigarro / E minha conta no bordel”. E, em “Nascido em São Paulo”, ele planeja uma nova jornada ao mencionar: “Um dia eu vou pro Sul / Pra ver as loiras de lá”. Entretanto, a coisa não é tão simples assim. Já que, em “Tinhoso”, ele se recorda da “inhaca” de um passado que nunca passará. Visto que ele relata: “Vendi minha alma a troco de pinga / Mas o Tinhoso não me chamou ainda”.
            Agora, na oitava faixa, há uma pausa. Pois em “Charles Bronson Blues” o ritmo é quebrado por um funk instrumental.
            Sem mais, em “Que o Diabo lhe Carregue”, o herói volta a flertar com a derrota. Ora que, por meio dos versos: “Minha cerveja / Tá pegando dengue / Num balcão de botequim”, ele noticia o fato de que o dissabor da vida o impede de se embriagar. E, em “Blues 56 – Lobo no Mar”, ele se lembra de que nem tudo é tão ruim que algo de bom não faça parecer pior. Dado que ele esmiúça essa condição ao cantar: “O mar não tá para peixe / Mas sou gerente do puteiro”. Por fim, em “Oração para um Ordinário”, há sua versão cristã para a “Sala do Julgamento”, do “Livro Egípcio dos Mortos”. Uma sala em que, perante Anúbis, o coração, simbolizado por um escaravelho, é colocado sobre um dos pratos de uma balança. Enquanto, sobre o outro, é disposta a pena da Deusa Maat – uma entidade que personifica a justiça. E só o equilibro permitirá que a alma errante adentre ao paraíso. O que, em contrapartida, na lógica cristã, coloca o ônus da vida ao encargo de Deus. Delegando a Ele, e não à própria consciência, a responsabilidade pelos atos de quem atravessou a vida. E assim, à Divindade o herói implora: “Não peço exagero / Só uma garantia / Que o nome deste filho / Seja limpo em tua pia”.








Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
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