sexta-feira, 24 de outubro de 2014

KONNICHUWA (O Ensaio de Natalia Inoue para a Playboy)

            O fascínio que a mulher asiática exerce sobre o homem caucasiano é algo que transcende as incompatibilidades genitais que estreitam a relação entre ambos. Assim, gerando inúmeras tragédias românticas. Das quais, se destaca o caso de “John & Yoko”. Em que, em meio à vida do cujo, a cuja caiu de supetão. E se firmou com a graça de um espantalho. Fazendo jus à sarcástica hipérbole ao, com sua presença, demarcar seu território; reduzindo a sociabilidade de Lennon e, consequentemente, o tirando do convívio com os demais Beatles.
            Todavia, essa atração por mulheres de olhos puxados valoriza, na fantasia do público masculino, o pôster em que Natalia Inoue está postada sobre uma mesa que, dentro do contexto da imagem, se supõe estar em um izakaya. Exibindo sua fisionomia serena, seus seios grandes e impávidos e a calcinha arriada. Numa afronta à virilidade do macho ocidental. Dado que a sua pelada e suculenta vagina é capaz de fazer o mais criativo gozar pelo intelecto.
            À memória auditiva remetendo a canção “Starfucker”, de autoria de Mick Jagger e Keith Richards, que os Rolling Stones lançaram no álbum “Goats Head Soup”, em 1973. Que pode ser traduzida como “Estrela Fodedora” ou, com o advento de um neologismo, como “Estrela ‘Fodente’”. E que de cujos versos são extraídos a seguinte interpretação: “Sim, descem o pau nas suas fotos / O que me é bastante injusto / Pois, você fez belos truques com uma fruta / E ainda manteve a ‘chana’ em ordem”.
            Uma conclusão que é alcançada através das páginas da edição de Nº 472 da Playboy de setembro de 2014. Saída do olhar do fotógrafo Fred Othero. Que tem em seu portfólio a publicação de julho de 2014. A qual teve Vanessa Mesquita como a estrela do mês.
            Todavia, começando pela Rua da Glória, no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde, com as luminárias suzurantõ ao fundo, na varando do restaurante Samurai, sob o charme da sua cabeleira negra e a proteção de um roupão vermelho, que não lhe veda a vergonha, ela interpreta a prostituta que tenta espairecer e se esquecer do expediente, ao se refrescar com o sereno da madrugada, enquanto mascara um “retrogosto” qualquer com o tragar de um cigarro.
            Então, após deixar seu local de trabalho, ela oculta sua identidade sob um guarda-chuva japonês e perambula pelo Viaduto Cidade de Osaka. Onde, em um momento lúdico, ela se volta para a região em que o Sol se faz nascente, oferecendo sua bunda – que é farta e redonda como uma Lua – aos oriundos da Zona Oeste.
            Depois, a bordo de uma limusine, em que é possível ter uma vaga noção das dimensões de suas tetas, ela travessa o que resta da noite. Sem ser consumida pela mesma. Posto que, como um par de “boias”, seus peitos a mantem à tona, em meio à imensidão imaginativa daquele que sonha com uma espanhola.
            Consequentemente, chegando à Chopperia Liberdade – que, anteriormente, foi tida como um izakaya –, onde, com o fim de conter a vulgaridade, se cobre com uma calcinha preta.
            Ademais, como o mais ferrenho recato se faz fugaz, pois, por mais que se preserve o pundonor, ao final, toda intimidade será apreciada pelo legista, Natalia foge da lingerie ao se refugiar na suíte Nagoya, no Harmony Motel. Onde, sobre o palco, que se caracteriza como umas das mais atrativas atrações do aposento, ela exibe sua voluptuosidade nipônica. Que, aliás, é exercitada em outros cantos do quarto.
            E, por fim, no restaurante Hinodê, ela curte o amanhecer e suas nuances, com a anuência do proprietário. O qual, em troca da sua companhia, a deixa desfrutar da sua propensão ao nudismo e da razão da casa. Além de se inteirar das notícias do Japão, com a leitura do São Paulo Shimbun.



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sábado, 4 de outubro de 2014

O DESABROCHAR DE UMA DRÍADE (O Ensaio de Jessika Alves para a Playboy)

            Pelo prisma de Riobaldo – o protagonista do romance –, em “O Grande Sertão: Veredas”, que publicado foi em 1956, seu autor, João Guimarães Rosa tramou um trâmite na trama para a trama desfazer de emanações que dão forma à vida de qualquer pessoa.
            Como quando o cujo relata a sua passagem pela Fazenda Santa Catarina.
            “Ela era risonha e descritiva de bonita, mas, hoje em dia, o senhor me entenderá, nem ficava bem conveniente, me dava pejo de muito dizer”, disse o envergonhado diabo, ao se recordar do primeiro contato com Otacília, sua fadada esposa.
            Pois, não há, para marmanjo algum, terreno mais propício ao exercício de sua sapiência do que o couro de uma moça. O qual ele sabe quando cutucar, onde machucar e como curar. Da distância que a separa dos vícios causados pelo tempo, assim, se aproveitando para adestrá-la na arte do prazer.
            Uma arte que é discretamente alardeada na edição de Nº 471 da Playboy de agosto de 2014. Que tem Jessika Alves no posto de estrela do mês.
            Em que, no entanto, há um conflito entre a intérprete e a interpretada. Quando ela vive uma ninfa que não mostra as ninfas. Embora haja a estranha insistência em personalizá-la com fragmentos de transgressão. Mas que só agridem ao bom-senso. Pois não passam de clichês: como o tabagismo e o alcoolismo.
            E assim, sob o olhar da fotógrafa californiana Autumn Sonnichsen, ela exibiu suas partes pudendas nas dependências do Hotel Fazenda Florença, que é situado na cercania da cidade de Conservatória, no Rio de Janeiro.
            Onde, inicialmente, executou algumas atividades ao ar livre.
            Indo de um banho de Sol, sobre uma manta com franjas do “Juventus”, a um banho com água de rosas, no interior de um tacho.
            Sem, contudo, conseguir alcançar o grau elevado de suavidade que o seu papel requer. Do tipo que faz querer levá-la para casa e cobri-la de mimos. Já que seu corpo possui a firmeza de quem sabe que “a vida não é um arco-íris. É a tragédia do cara que, depois de um exaustivo ‘chaveco’, engravidou, por acidente, a filha da vizinha e gerou um rebento retardo, pois não sabia que ela era fruto da canalhice de seu pai”, como, talvez, dissesse o “Treinador” – personagem vivido por Léo Lins no programa “The Noite”, do SBT. O que a deixa como a mulher que se leva para o motel e esquece por lá. Visto que, ao ser inquirida sobre a sua tranquilidade em posar nua, ela responde: “Fui criada com dois irmãos e nunca tive essa coisa de ‘não toca ali, porque ali é peito, e peito é proibido’. Era tudo muito aberto e natural”.
            Como se vê na borboleta tatuada que, abaixo do umbigo, aparenta estar se preparando para pousar sobre a sua vagina. A qual é adocicada por uma réstia – a Carlitos – de pelos.
            Ou no contraste que há entre seu pequeno seio, de bico murcho, e seu olhar lânguido. Típico da mulher que não se acanha ao praticar antropologia na sunga de terceiros.
            Quando, enfim, se chega à sodomia lúdica. Posto que, aos poucos, se entra na bunda dela.
            Começando com a marca de biquíni que, como uma seta, penetra-lhe no rego. Mas que, porém, tem seu trajeto travado pela calcinha de renda que ela arria.
            Todavia, esse núcleo sedutor de circunferências e reentrâncias é exposto em doses homeopáticas. Primeiramente, ao ser coberto com uma meia-calça arrastão e esquentar o selim de um biciclo. E, em seguida, ao ser mostrado sob a sombra de uma sombrinha, de ¾ de perfil e à porta de um Packard Super 8 Touring Sedan de 1938.
            Por fim, Jessika vai para o conforto do casarão da fazenda.
            Onde, como a dona de casa dos sonhos, perambula só de pantufas e penhoar.
            Entretanto, ela carece de se nutrir. E, antes de prato principal, se delicia com um quindim. Quindim que, aliás, foi servido para dois.
            Consequentemente, levando à conclusão de que há uma contradição quando se diz que “o homem come a mulher”. Pois, quando o varão se extravia da reta, no campo gastronômico, fica obeso. Tal qual ocorre com a dita, na seara da safadeza. Que, quando não anda na linha, também fica com o bucho inchado.



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