quarta-feira, 25 de março de 2015

ATRÁS DA PRÓPRIA NUDEZ (O Ensaio de Taiana Camargo para a Playboy)

            “Eu Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída...” é um livro que trata da trajetória de uma adolescente pelo submundo da degradação humana, na (então) Alemanha Ocidental dos anos 1970.
            Em cujo prefácio, o psicanalista Horst-Eberhard Richter, como todo esquerdista, se aproveitou do fato de que estava do lado leste do muro de Berlim para criticar a sociedade em que encontrou autonomia para ser aquilo que se tornara. Pois, do outro lado, não passaria de mais um escravo do estado comunista. E, assim, como um predecessor da “esquerda caviar”, atribuiu a decadência da cuja a uma simples falta de lazer. Ao invés de se ater a um pensamento conservador e responsabilizá-la pela própria sina.
            Dado que, durante a história – que foi escrita por Kai Hermann e Horst Rieck –, Christiane demonstra ter uma atração, quase erótica, pelo poder. Porém, distorcida por uma visão deficiente. Pois, devido à sua pouca idade, ela não dispunha de referências intelectuais para ter uma ideia mais complexa da coisa. Tanto que, a certa altura da narrativa, ela confessa: “Via as velhotas carregadas com suas sacolas de compras e observava a maneira como nos olhavam, horrorizadas pela nossa aparência, e eu pensava com meus botões: ‘Nós, viciados, somos superiores’”.
            Todavia, em “A Arte da Prudência”, Baltasar Gracián diz que “não existe perfeição sem discernimento e seleção”.
            O que, no contexto em questão, poderia ter sido alcançado por meio de uma interpretação “talmúdica” dos preceitos que serviram de base para as religiões de cunho judaico/cristão.
            Nessa via, mesclando os que, dos tais, estão contidos nas sagradas escrituras.
            Como o texto de Gênesis 1:26 que diz: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Que tem sua voz na 1ª pessoa do plural, pois entende que, até o momento, o ser humano é o máximo que as forças que regem o universo puderam criar. E que pode ser complementado pelo 2º Mandamento; o qual estabelece: “Não terá outros deuses diante da minha face”. Visto que, por ser um apanhado de tudo, o homem é um reflexo de Deus. Logo, não deve se humilhar ante aquilo que não seja a si próprio.
            Sem mais, na edição de Nº 476 da Playboy de janeiro de 2015, a fotógrafa Autumn Sonnichsen explorou as nuances do poder em um ensaio em que a trama foi contada através de uma disposição aleatória das fotos. Em revelia aos trabalhos que ela fez com Jessika Alves, na publicação de agosto de 2014, com Patrícia Jordane, na de junho de 2014, Aline Prado, na de fevereiro de 2014, e Pietra Príncipe, na de outubro de 2013.
            Para tal, tendo Taiana Camargo, diante de suas lentes. A qual, ao contrário de outras estrelas do mês, não tira a roupa para se esconder atrás da própria nudez.
            E que inicia essa jornada no instante em que sua personagem chega ao Aeroporto Estadual de Sorocaba. Um local em que ela tem suas partes pudendas vedadas pela indiferença de seus guarda-costas.
            Então, ela adentra a um Pitatus PC-12 NG. Onde exibe a suave penugem que lhe confere um pouco de maturidade à vagina. Enquanto que a imaturidade que a envolve é cobiçada, principalmente, pelo piloto da aeronave. Que, em seu cockpit, é por Taiana assediado.
            Consequentemente, depois da viagem, em um Maserati Grancabrio MC branco perolado, ela exibe outros contornos da vulva e da esplêndida bunda.
            Ademais, sua próxima parada é na suíte Tivoli Master, do Hotel Tivoli Mofarrej, no bairro de Cerqueira Cesar, em São Paulo. Ou seja, o ambiente certo para se deliciar com uma tulipa cheia de chardonnay, soltar suas tetas talhadas para o amor e, todavia, também ofertar novos ângulos de suas nádegas. As quais demonstram ter “gás” para servir de “sparing” em qualquer teste de sodomia.
             Para, por fim, numa infeliz alusão ao Tio Patinhas e numa feliz paródia dos partidos políticos de esquerda, se banhar na banheira vitoriana em que são “lavadas” inúmeras notas de US$ 100,00.



Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída...
Um filme de Uli Edel
(Alemanha / 1981)



Você tem medo das suas fantasias sexuais?

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: AO PREGÃO DA BOVESPA (Ao Vivo)





            BOVESPA BLUES (VULGO: AO PREGÃO DA BOVESPA)
            (Renato Pop & Mateus Duarte)
           
            Montado numa Vespa
            Ao pregão da Bovespa
            Eu chego sem dilema
            Pra dominar o esquema
           
            Da bolsa de valores
            Dos valores da bolsa
            E todo o estratagema
           
            Mas eu só vejo Dólar
            Cair como uma esmola
            No chão dum calabouço
            Distante do meu bolso
           
            Da bolsa de valores
            Dos valores da bolsa
            E de algum reembolso
           
            E sempre que o Yakisoba
            Sobre o meu prato, sobra
            Me despeço do almoço
            E volto a roer o osso
           
            Na bolsa de valores
            Nos valores da bolsa
            E sem nenhum tremoço
           
            Quando, por fim, termina
            O dia que me amofina
            Quase cravando o prego
            No caixão que carrego
           
            Na bolsa de valores
            Nos valores da bolsa
            E que jamais renego





Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
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quinta-feira, 12 de março de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: PORCELAIN TWINZ – PARTE #2 (A Indústria do Sexo)





            Em 1949, lançado foi o filme: “Um Dia em Nova Iorque”. Um musical dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen. Que trata das peripécias perpetradas por três marujos que têm um dia de ócio em Nova Iorque. Com Frank Sinatra, no papel de Chip, Gene Kelly, como Gabey, e Jules Munshim, como Ozzie. Os quais, no qual, imortalizaram a canção “New York, New York” – de autoria de Adolph Green, Betty Comden e Leonard Benrstein – ao entoarem o refrão: “New York, New York! / It’s a wonderful town!”
            Ademais, por causa de uma frescura nominada de “Código Hays” – uma autocensura em favor da “linguagem politicamente correta” da época – a letra original não pôde ser registrada na película. E, por isso, foi alterada a parte do verso que dizia: “It’s a helluva town”.
            Em 2007, as Porcelain Twinz migraram de Portland para Nova Iorque. Saindo dos palcos de striptease para o tablado de um teatro de variedades. Para brilharem sob as luzes da ribalta do “Box”.
            Tudo graças a um convite feito por Richard Kimmel, um dos proprietários do local.
            Pois o “Box” é uma versão contemporânea do “Studio 54”. Uma vitrine para artistas de vanguarda e para um público gabaritado.
            Sem mais, a curta temporada das gêmeas foi tão proveitosa que lhes propuseram uma renovação de contrato. Só que para uma longa temporada. Que elas aceitaram.
            Doravante, no dia 12 de fevereiro de 2009, no “New York Post”, publicado foi um artigo de Dareh Gregorian, com o seguinte título: “‘Twincest’ Slap”. Relatando uma acusação feita pelas irmãs Langley contra Simon Hammerstein, o outro dono do “Box”. Através da qual se levou à Suprema Corte de Manhattan o fato de que o cujo se aproveitou de seu status para se aproveitar da dupla.
            Sendo que, inicialmente, ele exigiu uma apresentação particular. Em que as duas foram forçadas a efetuar uma felação nele e nos amigos dele. Somando-se a isso uma cadeia de estapafúrdias obscenidades.
            Consequentemente, ele seguiu seu tino de empreendedor e levou a história para o palco do “Box”. Onde elas tiveram que interagir entre si, com acessórios e com convidados.
            Quando indagadas sobre o motivo que as levou a tal submissão, disseram que criam que isso não afetaria seu trabalho. Tanto que Amber salientou: “... mas nós fizemos de um jeito bem artístico”.
            Sem mais, o nome da apresentação passou a ser “Twincest”.
            Durando até julho de 2008. Quando, segundo elas insinuaram, lhes foi exigido a execução de performances que deixariam o Marquês de Sade arrepiado. E, então, o que não tinha limite se tornou descabido.
            Logo, elas contrataram Jack Tuckner – um advogado especializado nos direitos da mulher – e levaram o show para o tribunal.
            Onde o processo ainda corre.
            Ademais, Hammerstein não se pronunciou publicamente sobre o caso.
            Entretanto, o enredo está mal explicado. Tanto que suscita algumas dúvidas.
            Será que o dito explorou a inocência de duas caipiras gostosas? Ou será que elas não desperdiçaram a chance de armar uma tocaia com o desleixo de um sujeito tarado?
            Só a justiça responderá.











Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? 
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: PORCELAIN TWINZ – PARTE #1 (A Arte do Burlesco)




            No artigo “Fantasias Sexuais de Carnaval”, do “Suplemento Feminino” do jornal “O Estado de São Paulo”, de 19 de fevereiro de 2007, abordou-se a conclusão de uma enquete feita pelo “Portal Estadão” com 923 homens. A qual apontou que 53% dos marmanjos tinham o “ménage à trois” como principal fantasia sexual.
            Um resultado que, com pequenas oscilações, se repete em pesquisas similares.
            Não podendo ser diferente. Pois o homem é polígamo por natureza. Dado que quanto mais ele procriar, mais chance terá para se perpetuar por meio de seus genes. E a safadeza é a maneira que a natureza encontrou para conduzi-lo a esse fim.
            Em 1976, em Portland, no Oregon, nos Estados Unidos da América, nasceram Amber e Heather Langley. Vindo à luz com a verve da vitória a lhes irrigar as veias. Tanto que, inda na faculdade, se notabilizaram como corredoras de fundo.
            Porém, na busca do sucesso, se excederam. Ficando, tanto física como economicamente, quebradas. O que resultou na sua separação.
            Sem mais, Heather foi tentar a sorte em Fresno, na Califórnia.
            Enquanto Amber se aproveitou do corpo esbelto, que o tempo como atleta lhe forjou, e do que restava de juventude para investir na carreira de dançaria exótica.
            Então, após hiato um sabático, as irmãs voltaram a se encontrar, quando o fracasso profissional obrigou Heather a regressar a Portland. Sendo convidada por Amber a ingressar no ofício de stripper. Assim formando as “Twin Suicide”.
            Em 1997, a dupla se embrenhou no universo do Burlesco. Com a meta de criar um estilo próprio. Criando o “Fetiche-Burlesco”. Que consiste em sair da ideia de parodiar os costumes para perpetrar performances que abordam as bizarrices sexuais. Assim, unindo os sonhos de muitos aos pesadelos de poucos.
            Quando, então, passaram a se chamar “Porcelain Twinz”. Substituindo o “S” pelo “Z”, por uma questão de numerologia. Já que queriam entrar em sintonia com a frequência do “conhecimento universal”.
            Então, no ano 2000, inaugurada foi a “Dante”. Uma casa noturna que tinha, e não deixou de ter, a proposta de promover um rodízio diário de atrações. Dentre as quais, no domingo, há o “Cabaret Sinferno”. Ou a “libertinagem retrô”. Posto que é o dia em que se trata da temática Buslesca.
            O que abriu um campo de trabalho para as Porcelain Twinz. E um “laboratório” também. Visto que, semanalmente, podiam criar e testar suas coreografias. Encontrando uma harmonia entre o seu pensamento e o desejo do público. O que lhes rendeu um êxito instantâneo. Que as alçou dos subterrâneos de Portland para o estrelato pornô. E serviu de tema para seu filme de arte erótica: “The Masked Charade”. Uma película em que atuaram como atrizes, diretoras e roteiristas. Lançada em 2001.
            Consequentemente, viraram vedetes. E, dos inúmeros eventos que o prestígio lhes proporcionou, posaram para a capa da Revista Penthouse de maio de 2001; em 2002, fizeram uma participação no filme “Auto Focus”, dirigido por Paul Schrader; e, em 2006, publicaram sua autobiografia: “Porcelain Twinz: Our Life In The Sex Indrustry”.
            Por fim, com a ideia de vagar por várias vias, derraparam na música. Quando se apresentaram com o heterônimo de “Porcelain Dollz”. E comprovaram que possuem um talento análogo; voltado para o ato de mostrar a bunda.












Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? 
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MasterChef Brasil 2017 - Episódio 016 - Parte 002

            Todavia, por ter ficado por último, pelo preço fixo de 10’ do seu tempo, adquiriu Leonardo um carré.             Por 02’...

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